. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
sinopse  ++  notas do diretor ++  notas do roteirista  ++ elenco   ++  equipe
entrevista com o diretor Walter Salles  ++  entrevista com Alberto Granado  ++  fotos  ++  mídia
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 


Fazer Diários de Motocicleta foi, desde o início, um trabalho de amor. De diversas formas, você poderia descrever este filme como uma lúcida carta de amor endereçada à América do Sul. Você pode ver isso nos olhos de Gael Garcia à medida que ele examina cuidadosamente a grandiosa e ferida paisagem; no encantamento de Rodrigo de la Serna; na angústia de Mia Maestro e na humanidade silenciosa dos leprosos em San Pablo. Pode-se escutá-la na trilha sonora e vê-la em cada uma das belas tomadas de Walter Salles.

Foram muitos os desafios para escrever este roteiro. Como abordar um ícone como Ernesto Guevara? Como humanizar o mito? Como honrar a memória e prestar um serviço à história? Como dar a seu companheiro Alberto o mesmo peso? Como capturar a geografia interior de um menino se transformando em homem?

Como capturar a América Latina no vacilante período anterior aos anos 1960, vacilante, ao que parece, entre dois séculos? Como capturar a enorme variedade de rostos, temperamentos, culturas, raças e vozes?

Ernesto Guevara escreveu, certa vez, que um verdadeiro revolucionário era guiado por grande sentimento de amor. Por fim, o maior e mais raro presente de um escritor para qualquer filme é o seu amor pelos temas e pelas pessoas envolvidas no projeto. Eu tive sorte. Escrever o roteiro e balancear as muitas exigências deu muito trabalho - colocar meu amor nas histórias dos jovens Ernesto Guevara e Alberto Granado foi muito fácil.

Jose Rivera
Los Angeles